domingo, 23 de junho de 2013
O MURPI APOIA A GREVE GERAL DE 27 DE JUNHO
Os trabalhadores, os desempregados e os reformados portugueses estão confrontados com a situação de penúria e de empobrecimento generalizados.
Esta situação resulta da aplicação, por este Governo, das medidas de austeridade decididas pelo Pacto de Rapina da Troika, subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP.
Todos os dias somos ameaçados com mais medidas de austeridade que reduzem os nossos parcos rendimentos, com cortes das pensões e congelamento de outras, com o aumento de impostos e do custo de vida, com o aumento das rendas de casa e com o aumento dos custos com a saúde.
Nós, os reformados temos sido vítimas destas medidas, porque o Governo quer fazer recair toda austeridade sobre aqueles que menos têm e podem.
De dia para dia agravam-se as situações de injustiça social, acentuam-se as desigualdades sociais com os lucros despudorados e sem vergonha dos que mais têm, em especial os grandes grupos financeiros ligados à banca.
Para cúmulo, este Governo não cumpre a lei de pagamento do subsídio de férias no mes de Junho aos trabalhadores e reformados da Administração Pública, a que está obrigado por decisão do Tribunal Constitucional.
A pretexto da redução da dívida e do défice financeiro, que não pára de aumentar, este Governo prepara-se para retirar 4.700 milhões de euros na Saúde, Ensino, Segurança Social, reduzindo drasticamente as funções sociais do Estado, previstas na Constituição, condenando milhares de reformados e pensionistas à fome, miséria e exclusão social.
Dar uma resposta adequada ao agravamento das condições de vida e à escalada da ofensiva deste Governo PSD/CDS-PP contra os direitos dos trabalhadores e reformados, é a razão do nosso apoio à GREVE GERAL de 27 de Junho.
Aos reformados cabe-lhes a missão de melhorar o esclarecimento e a compreensão da realização desta GREVE GERAL, não só para travar esta ofensiva, como também para derrotar esta política e este Governo.
Os reformados vão manifestar a solidariedade com todos os trabalhadores que lutam em condições difíceis para assegurar o sustento de cada dia, reduzindo os seus consumos nesse dia e evitando deslocarem-se em transportes públicos.
As Associações de Reformados irão reduzir as suas actividades de rotina, garantindo os serviços mínimos à população idosa carenciada, como é seu dever, mas tomando como imperativo ético o apoio a esta jornada de luta digna e patriótica.
A CONFEDERAÇÃO NACIONAL MURPI apela a todos os seus associados para intervirem em todas as acções que visem aumentar a participação dos trabalhadores na GREVE GERAL.
Contra esta política existem alternativas.
Lutemos contra a resignação.
Vamos apoiar os trabalhadores em luta.
Vamos defender os nossos direitos.
Vamos contribuir para a derrota desta política e deste Governo.
A Direcção da Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos MURPI
Lisboa, 17 de Junho de 2013.
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